Flávio diz que não vai a debate da Band e Lula confirma presença

 


Portal CNN

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse, hoje, que não deve comparecer ao primeiro debate do segundo turno, promovido pela Band no próximo domingo (18). Momentos depois, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que vai ao evento e desafiou o adversário a encontrá-lo.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que não irá ao debate da Band após um evento no comitê político do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcou o anúncio do apoio de 17 diretórios estaduais do MDB à candidatura de Flávio.

Coluna da quarta-feira, Blog do Adeildo Alves.

 


Vitória de Flávio, soltura do pai

Se há uma certeza numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, no próximo dia 25, é a libertação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por suposta tentativa de golpe há um ano meio. A vantagem de Flávio reacendeu entre aliados a expectativa de encontrar uma saída para a condenação de Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.

Com 121 deputados e 28 senadores eleitos pelo PL, dirigentes refazem as contas para viabilizar uma anistia que alcance o ex-presidente. A adesão de PP, União Brasil, Republicanos, Novo e Podemos abriu novos canais de negociação e a pauta virou tema de encontros com os partidos.

Fim da escala 6×1: Senado faz última sessão de debates e deve votar texto nesta quarta-feira (14)

 


Por Michael Andrade

O Senado realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de discussão da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Na sequência, a proposta deve ser votada em primeiro turno, com possibilidade de conclusão dos dois turnos ainda no mesmo dia.

A proposta é o único item da pauta do plenário nesta quarta-feira. O texto substitui o modelo de seis dias de trabalho e um de folga por uma jornada com cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial.

Governistas também articulam a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que já existem assinaturas suficientes para que o requerimento seja analisado.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), deverá apresentar o pedido nesta quarta. Caso o calendário especial seja aprovado, o intervalo regimental entre os dois turnos poderá ser dispensado, permitindo que a votação seja concluída ainda hoje.

Se o Senado aprovar o mesmo texto que já passou pela Câmara dos Deputados, sem alterações de mérito, a PEC poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional.

A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. Pela regra de transição, o limite cairia inicialmente para 42 horas, 60 dias após a promulgação. Doze meses depois, passaria para 40 horas.

O texto também garante dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e proíbe redução salarial em razão da mudança.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado no início de setembro. No plenário, quatro das cinco sessões obrigatórias de discussão já foram realizadas.

Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada turno.

A votação também ganhou peso na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL), que vinha criticando a tramitação da PEC durante o período eleitoral, anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta.

Segundo Teresa Leitão, a mudança de posição do candidato contribuiu para ampliar o apoio entre senadores. A expectativa é que partidos de oposição liberem suas bancadas para que cada parlamentar vote de acordo com sua posição.

Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho

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Raquel reafirma neutralidade no segundo turno: “Terminou a eleição, desarmou o palanque”

 

A governadora Raquel Lyra (PSD) reafirmou nesta terça-feira (13) que pretende manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em agenda no bairro da Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife, ela disse que não pretende ceder às pressões para aderir a uma das campanhas.

Raquel voltou a definir sua posição como “pernambuquista”, expressão que utiliza desde 2022 para defender que os interesses de Pernambuco estejam acima das disputas partidárias nacionais.

“Meu compromisso com a população de Pernambuco é de colocar o interesse do povo pernambucano acima de qualquer discussão. Desde 2022, a gente vem falando sobre isso, demos um nome a isso, chama-se ‘pernambuquista’. É saber que terminou a eleição, desarmou o palanque, eu sou governadora de Pernambuco de novo”, afirmou.

A governadora também disse considerar que seu segundo mandato começou politicamente logo após o resultado das urnas, apesar de a nova posse ocorrer apenas em 2027.

Mesmo reafirmando que não apoiará nenhum dos dois candidatos à Presidência, Raquel voltou a agradecer ao presidente Lula pelas parcerias mantidas entre os governos estadual e federal ao longo de sua primeira gestão.

Ela citou obras em rodovias e barragens na Zona da Mata Sul e disse esperar avanços em projetos como o metrô do Recife e a Transnordestina.

“Espero que possa avançar com a questão do metrô, da Transnordestina, tudo isso tem a ver com colocar o interesse do povo acima de qualquer outra discussão. Vou continuar trabalhando e é para o povo de Pernambuco que eu preciso também dar todas as minhas justificativas, esclarecimentos e estou sempre à disposição para isso”, declarou.

A neutralidade de Raquel na disputa presidencial não é inédita. Em 2022, quando concorria ao Governo de Pernambuco, ela também optou por não declarar apoio no segundo turno da eleição para o Palácio do Planalto.

Neste ano, a postura voltou a provocar críticas de lideranças ligadas a Lula no estado. O deputado federal Carlos Veras (PT), coordenador da campanha do presidente em Pernambuco, e o senador Humberto Costa (PT) estão entre os nomes que defendem que as parcerias entre o Governo Federal e Pernambuco deveriam levar a governadora a se posicionar em favor da candidatura petista.

Raquel, no entanto, tem mantido o discurso de que a relação institucional com o Governo Federal deve continuar independentemente da disputa eleitoral.

Possíveis mudanças no secretariado

Durante a agenda desta terça-feira, a governadora também foi questionada sobre eventuais mudanças no secretariado para o segundo mandato.

Raquel evitou antecipar nomes ou pastas, mas admitiu que alterações podem ocorrer. Ela lembrou que sua gestão já realizou mudanças de funções e uma reforma administrativa ao longo do primeiro mandato.

“Durante o nosso governo teve gente que foi mudada de lugar, fizemos uma pequena reforma administrativa, acrescentamos secretarias. Separamos ali a questão da assistência à fome e combate à pobreza. O mais importante é a estratégia do que está sendo feito”, afirmou.

Segundo a governadora, a montagem da equipe deve considerar tanto a capacidade técnica quanto a articulação política.

“Nós começamos a trabalhar em Pernambuco garantindo um secretariado com competência técnica, com capacidade de sensibilidade política”, disse.

A última mudança mais ampla no primeiro escalão ocorreu em abril deste ano, quando oito pastas do Governo de Pernambuco tiveram alterações no comando. Parte das mudanças esteve relacionada à disputa eleitoral.

Entre os nomes envolvidos estava André Teixeira Filho, que deixou a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura para coordenar a campanha de reeleição de Raquel Lyra e retornou ao cargo após o encerramento do primeiro turno.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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Raquel reafirma neutralidade no segundo turno: “Terminou a eleição, desarmou o palanque”

 


Por Michael Andrade

A governadora Raquel Lyra (PSD) reafirmou nesta terça-feira (13) que pretende manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em agenda no bairro da Linha do Tiro, na Zona Norte do Recife, ela disse que não pretende ceder às pressões para aderir a uma das campanhas.

Raquel voltou a definir sua posição como “pernambuquista”, expressão que utiliza desde 2022 para defender que os interesses de Pernambuco estejam acima das disputas partidárias nacionais.

“Meu compromisso com a população de Pernambuco é de colocar o interesse do povo pernambucano acima de qualquer discussão. Desde 2022, a gente vem falando sobre isso, demos um nome a isso, chama-se ‘pernambuquista’. É saber que terminou a eleição, desarmou o palanque, eu sou governadora de Pernambuco de novo”, afirmou.

A governadora também disse considerar que seu segundo mandato começou politicamente logo após o resultado das urnas, apesar de a nova posse ocorrer apenas em 2027.

Mesmo reafirmando que não apoiará nenhum dos dois candidatos à Presidência, Raquel voltou a agradecer ao presidente Lula pelas parcerias mantidas entre os governos estadual e federal ao longo de sua primeira gestão.

Ela citou obras em rodovias e barragens na Zona da Mata Sul e disse esperar avanços em projetos como o metrô do Recife e a Transnordestina.

“Espero que possa avançar com a questão do metrô, da Transnordestina, tudo isso tem a ver com colocar o interesse do povo acima de qualquer outra discussão. Vou continuar trabalhando e é para o povo de Pernambuco que eu preciso também dar todas as minhas justificativas, esclarecimentos e estou sempre à disposição para isso”, declarou.

A neutralidade de Raquel na disputa presidencial não é inédita. Em 2022, quando concorria ao Governo de Pernambuco, ela também optou por não declarar apoio no segundo turno da eleição para o Palácio do Planalto.

Neste ano, a postura voltou a provocar críticas de lideranças ligadas a Lula no estado. O deputado federal Carlos Veras (PT), coordenador da campanha do presidente em Pernambuco, e o senador Humberto Costa (PT) estão entre os nomes que defendem que as parcerias entre o Governo Federal e Pernambuco deveriam levar a governadora a se posicionar em favor da candidatura petista.

Raquel, no entanto, tem mantido o discurso de que a relação institucional com o Governo Federal deve continuar independentemente da disputa eleitoral.

Possíveis mudanças no secretariado

Durante a agenda desta terça-feira, a governadora também foi questionada sobre eventuais mudanças no secretariado para o segundo mandato.

Raquel evitou antecipar nomes ou pastas, mas admitiu que alterações podem ocorrer. Ela lembrou que sua gestão já realizou mudanças de funções e uma reforma administrativa ao longo do primeiro mandato.

“Durante o nosso governo teve gente que foi mudada de lugar, fizemos uma pequena reforma administrativa, acrescentamos secretarias. Separamos ali a questão da assistência à fome e combate à pobreza. O mais importante é a estratégia do que está sendo feito”, afirmou.

Segundo a governadora, a montagem da equipe deve considerar tanto a capacidade técnica quanto a articulação política.

“Nós começamos a trabalhar em Pernambuco garantindo um secretariado com competência técnica, com capacidade de sensibilidade política”, disse.

A última mudança mais ampla no primeiro escalão ocorreu em abril deste ano, quando oito pastas do Governo de Pernambuco tiveram alterações no comando. Parte das mudanças esteve relacionada à disputa eleitoral.

Entre os nomes envolvidos estava André Teixeira Filho, que deixou a Secretaria de Mobilidade e Infraestrutura para coordenar a campanha de reeleição de Raquel Lyra e retornou ao cargo após o encerramento do primeiro turno.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Reprodução/Instagram

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Vou votar a favor do fim da 6×1, diz Flávio Bolsonaro

 

Vou votar a favor do fim da 6×1, diz Flávio Bolsonaro
Charles Vieira

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), garantiu nesta terça-feira (13) que votará no Senado a favor do projeto que visa o fim da escala 6×1, a jornada de trabalho do brasileiro. A medida foi anunciada após a visita ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em conversa com jornalistas, o senador detalhou o método que está sendo adotado por membros da oposição no Senado e também pela sua campanha presidencial.

“Eu estou rodando o Brasil e a maioria dos trabalhadores brasileiros querem o fim da escala 6×1, então eu vou votar a favor do fim da 6×1”, declarou o parlamentar.

Apesar de acompanhar o projeto proposto pelo governo, Flávio defende a posição de seu projeto governamental, em que o trabalhador tenha mais liberdade para montar sua jornada de trabalho.

“Eu queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua jornada de trabalho. Como fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. Como fica aquela mãe que não tem com quem deixar seu filho e só pode trabalhar, por exemplo, 4 horas por dia? Ou só pode trabalhar de manhã? Ou só pode trabalhar à tarde? “Vai continuar enjessada a jornada dela”, declarou.

Em destaque ao impacto vigente caso a PEC 6×1 seja aprovada, Flávio diz que Lula (PT) quebrou empresas e que a forma como está sendo votada a proposta é eleitoreira e pode gerar um desgaste no mercado de trabalho.

“A realidade do brasileiro hoje é que o Lula quebrou as empresas, estão endividadas e endividou as famílias brasileiras. 80% das famílias estão endividadas. Então, com Flávio Bolsonaro, a gente vai votar a favor do fim da 6×1, e quem vai pagar essa conta vai ser o governo, porque os empresários estão sufocados”, finalizou.

O primeiro turno de votação da PEC que reduz a jornada de trabalho semanal de 44 horas para 40h e fixa dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial, deve ocorrer nesta quarta (14), no plenário do Senado.

Já aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta precisa de aprovação em dois turnos, com votos favoráveis de pelo menos 49 dos 81 senadores. Com informações do Diário do Poder.